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Padres da Rense participam do Retiro Anual do Clero

Entre os dias 22 e 25 de junho os sacerdotes da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (RENSE) participou do Retiro Anual do Clero. Nos dois últimos anos, o retiro contou com a presença de dom frei Luiz Flávio Cappio, ofm, da Diocese de Barra, Bahia, e o cardeal dom frei Cláudio Hummes, ofm, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo. Este ano, a convite do bispo auxiliar dom Joaquim Mol, o retiro contou com a orientação espiritual do padre português e professor da Universidade Católica de Lisboa, José Tolentino Mendonça, que veio ao brasil para lançar o livro “Leitura Infinita – A Bíblia e a sua Interpretação”.

O tema escolhido pelo pe. José Tolentino foi a oração do Pai Nosso, pois ao mesmo tempo que é a oração que Jesus ensinou e a síntese de toda a oração cristã. “O Pai Nosso é o fundamento da espiritualidade de cada cristão, pois ela é a escola que nos ensina a rezar”. Para ele, “o retiro é sempre uma oportunidade para mergulharmos no interior da experiência com Deus, pois ajudar a nos colocarmos diante de Dele e escutar mais profundamente a sua voz”, destaca.

Participar do retiro faz parte da formação permanente de todo sacerdote e acontece uma vez por ano. De acordo com Frei Adilson Corrêa da Silva, ofm, Vigário Episcopal da RENSE, “a formação não feita somente pela troca de informação, pela experiência concretizar e profunda com Deus e com os irmãos, mas também pela oração, reflexão e pelo silêncio. O primeiro passo para o diálogo é o silencio, pois pra ouvir a voz de Deus, precisamos nos silenciar. Nós padres vivemos numa rotina de muita fala, muita pregão, por isso precisamos ouvir a voz de Deus para podermos contribuir com a nossa pregação e na nossa caminhada”, explica.

Para pe. Pierre Kouacou Ettien,CCN, da paróquia Santa Margarida Maria Alacoque, da forania São Francisco das Chagas, Cristo se retirava, às vezes, para rezar na montanha e o retiro é essa montanha que padres precisam, para refletirem sobre como está a sua caminhada. “Em meio às dificuldades do dia-a-dia, precisamos nos retirar para escutar Àquele que nos chamou a servir”, relata

Pe. Jorge Filho, da paróquia Maria Serva do Senhor, da forania São João Bosco, declara que o retiro é um momento muito especial voltada à espiritualidade do sacerdote, pois revigora as forças para trabalhar melhor na paróquia, com o espírito mais voltado para Deus e também para a caminhada pastoral. “O retiro é um momento de unidade, fraternidade e espiritualidade para termos uma atuação melhor em nossa comunidade, junto com nosso povo”, informa.

Para Pe. Joel Maria dos Santos, da paróquia Santo Cura Dar’s, da forania São José – Calafate o retiro é uma pausa restauradora em que o sacerdote pode se fortalecer e dedicar um tempo maior para interiorização. “Ninguém pode dar aquilo que não se tem. Por isso é importante, para nós padres, nos abastecer para depois doar, ainda mais o hoje que temos tantos desafios. É indispensável que cuidemos de nós mesmo para que sejamos capazes de melhor cuidar dos outros”, explica

Na programação do retiro houve muitos momentos de silêncio. No 46° Dia Mundial das Comunicações Sociais (2012) o Papa Francisco destacou o silêncio como principal meio de ouvir a voz de Deus. Já Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, cita a obra “O Poder do Silêncio”, de Anselmo Grün para explicar que ‘o silêncio não é omissão, não é fraqueza e sim o poder que nos capacita para a vida, para amar mais e perceber o que está à nossa volta’. Sobre a importância do sacerdote participar do retiro dom Walmor destaca que “é a oportunidade de escutar a si, escutar a Deus no silêncio e na experiência bonita de estar com os outros. Pedimos a Deus que cada retiro do clero, seja para cada padre um momento único de encontro e de orientação para servir melhor, anunciando o evangelho da vida”, finalizou.

Por Liliane Martins

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