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I Simpósio Regional de Liturgia - Rense

No último sábado (27), a Comissão Regional de Liturgia da RENSE promoveu na PUC Minas, unidade Coração Eucarístico, o 1º SIMPÓSIO REGIONAL DE LITURGIA. Cerca de 250 pessoas, entre agentes da Pastoral Litúrgica e seus ministérios (Ministros da Comunhão, da Música, Leitores, Salmistas, Equipes de Liturgia, Acólitos, etc.), bem como Catequistas (Batismo, Eucaristia e Crisma), além de alguns padres, participaram do evento.

O simpósio teve início com a celebração do Ofício Divino das Comunidades. Após, foi exibido uma vídeo em que o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte dom Walmor saúda os participantes e parabeniza a iniciativa da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança, em proporcionar “um momento tão rico de formação para que sejamos mais conscientemente inseridos no Mistério do amor de Deus”, disse o arcebispo.

Ainda na parte da manhã, Pe. Danilo César dos Santos Lima, liturgista, abriu a série de palestras. Explanando sobre a teologia e a celebração do Ofício Divino, disse que “O trabalho (ofício) humano deve prolongar o trabalho criador e salvador de Deus”.

A segunda palestra contou com a assessoria do biblista e membro da Pontifícia Comissão Bíblica, Pe. Luís Henrique Eloy e Silva, que levou os participantes a refletirem sobre a Palavra de Deus na Liturgia. Diferenciando o “ouvir” do “escutar”, disse que “uma das grandes dificuldades dos relacionamentos humanos é que nós ouvimos mais que escutamos, e assim infelizmente fazemos com a Palavra de Deus na Liturgia, o que impede que a experimentemos plenamente”. Pe. Luís Henrique, que também é músico, encerrou a manhã brindando a todos com a execução, no piano, de uma de suas composições.

Após o almoço, Pe. Márcio Ferreira Pimentel, músico e liturgista, falando sobre a ritualidade da música na Liturgia, disse que “mesmo os cantos que parecem que somente acompanham os ritos, são também ritos por eles mesmos. Assim, por exemplo, o canto de comunhão não apenas acompanha a ida dos comungantes ao altar, mas exprime também, através da unidade das vozes, um sinal da comunhão dos fiéis.”

Na sequência, o prof. Felipe Magalhães Francisco, teólogo e poeta, trabalhou o tema “Liturgia e Comunicação”, onde expôs os tipos comunicacionais que integram as celebrações, e disse que “todos devem estar à serviço da grande comunicação que é a própria Liturgia, onde Deus comunica seu infinito amor pelo seu povo”.

Em seguida, a Ir. Maria Alba Vega, falando sobre a Pastoral da Comunicação (PASCOM), disse que “é fundamental que as pastorais, sobretudo a pastoral litúrgica, caminhe ao lado da PASCOM”.

Fechando o Simpósio com chave de ouro, o bispo auxiliar de Belo Horizonte e referencial para a RENSE, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, encantado com a oportunidade de falar sobre a vivência do Mistério Pascal na comunidade de fé e na sociedade, expôs o tema com maestria. Disse que “O Mistério Pascal não é central somente na Liturgia, mas é central também no nosso cotidiano, em nossa casa, em nosso trabalho e em nossa vida, pois é a Páscoa do Senhor Jesus que dá sentido a tudo isso”.

O Simpósio foi encerrado com o Ofício da Tarde, fazendo a memória dos apóstolos mártires Pedro e Paulo.

Por Daniel Reis