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Comunicação na Liturgia foi tema de formação em paróquia da RENSE

“Nós temos que pensar a liturgia como a primeira fonte de comunicação da salvação de Deus para a humanidade”. Com essas palavras o palestrante Daniel Reis resumiu o que significou a formação desse domingo, na paróquia Santo Antônio Maria Claret, forania São João Bosco/RENSE. Com o tema “Comunicação e Liturgia”, o membro da equipe de coordenação da Comissão de Liturgia da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança, deu a formação aos líderes de pastorais e leigos interessados. A tarde desse domingo, dia 22 de maio, foi de muito aprendizado e conhecimento sobre o assunto, o que permitiu abrir o coração para acolher novas ideias e perspectivas na ótica do que se pede a Liturgia Sacramental. Essa foi uma iniciativa sugerida e realizada pelo pároco padre Ivanil Alves.

 

No início do encontro Daniel Reis colocou para participantes um importante questionamento: “Qual é a grande obra realizada por Deus em favor da humanidade?”, a partir do diálogo proposto no encontro ele resgatou grandes momentos bíblicos que exemplificam a salvação da humanidade que nos é comunicada, através do desejo de redenção do Pai aos seus filhos e filhas. O momento foi oportuno para comentar sobre os ritos e símbolos que fazem parte constante na recordação da vida e momentos de Jesus, e que se aproxima à liturgia da Igreja Católica. Essa liturgia, seja ela dos apóstolos de Jesus ou da Igreja nos dias atuais, é toda celebração que se faz recordar e que comunica uns aos outros o Mistério Pascal de Jesus Cristo.

 

Em outro momento o palestrante ressaltou a importância que tem os que participam e fazem acontecer a liturgia durante as celebrações, como, por exemplo, os leitores, os ministérios de música, as equipes de pastorais. Para aqueles que proclamam a Palavra de Deus algumas dicas importantes fazem a diferença: a imagem, a postura, a respiração, tranquilidade, o olhar, entonação, acentuação, dentre outros aspectos. Para os grupos e ministérios de música o palestrante relembrou o significado do Salmo Responsorial e suas melodias mais indicadas, a diferença entre canções sugeridas para determinados Tempos Litúrgicos e as músicas cristãs, que mesmo tendo composições agradáveis e reflexivas, são melhor aproveitadas em outro momento que não seja durante a missa.

 

Ao final do encontro, após um reflexivo momento de oração, Daniel Reis ressaltou que a liturgia, através, também, da tecnologia, tem que estar à serviço da comunicação que se faz presente na Salvação da humanidade. “Sendo a liturgia essa primeira comunicadora, nós temos que pensar que todo tipo de comunicação, seja através dos meios tecnológicos, digitais, ou mesmo a leitura, a homilia, os ritos e seus símbolos, tem que estar à serviço dessa grande primeira comunicação que é a salvação de Deus para os homens pelo seu filho Jesus Cristo. É o grande desafio da pastoral litúrgica e da própria Pastoral da Comunicação.” Ele completou, ainda, que há muitas comunidades de fé que não estabelecem essa comunicação numa horizontalidade, o que prejudica os ritos e momentos durante as celebrações. “Muitas vezes, em algumas paróquias, a comunicação acaba partindo da subjetividade, ou seja, daquilo que diz respeito a um grupo, uma pastoral, uma pessoa, ou até de quem está à frente na liderança, e com isso a objetividade da comunicação litúrgica vai se perdendo neste caminho, e é aí que surge o problema, pois eu passo a comunicar o que eu acho, coisas do meu ponto de vista, e não aquilo que é de todos e para todos.”

 

(Por Janaína Gonçalves - Fotos: Pascom Claret)

Fotos em: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=370199216437032&id=196607870462835