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Encontro dos Animadores de Círculos Bíblicos

Animadores Círculo Bíclico

A Assessoria do Frei Carlos Mesters enriqueceu, de modo muito especial, o Encontro Arquidiocesano de Animadores de Círculos Bíblicos realizado pelas Comunidades Eclesiais de Base da Arquidiocese de Belo Horizonte, no sábado, dia 5 de setembro, na PUC Minas. A exposição do religioso, que se inspirou no Evangelho de São João, iluminou a mente e o espírito dos participantes não só com seus profundos conhecimentos Bíblicos, como também, com seu testemunho de simplicidade e amor ao próximo e à Palavra. Delicadeza que comove, como afirma dom Joaquim Mol, bispo auxiliar e reitor da PUC Minas, presente ao encontro. 

 

Cada vez é uma vez, única

Dom Joaquim Mol

Oitenta e quatro anos de idade; 66 anos no Brasil. Holandês-brasileiro. Teólogo pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino. Doutor em Ciências Bíblicas pelo Institutum Biblicum de Roma e pela École Biblique de Jerusalém. Fundador do Centro de Estudos Bíblicos, CEBI, há décadas fazendo o bem, só o bem, a muitas pessoas e comunidades. Inegavelmente, o maior animador das pequenas Comunidades Eclesiais pelos Círculos Bíblicos. Pela Palavra de Deus intrinsecamente unida à Vida, atiça o fogo das Comunidades. 

Simples. Pobre. Direto. Amável. Educado. Entusiasmado. Firme. Poder e vaidade zero. Sem cargo algum exerce a verdadeira e a maior autoridade. Puro serviço. Frei Carlos Mesters é assim. 

A convite da coordenação das CEBs da Arquidiocese de Belo Horizonte, ele esteve aqui em nosso meio no sábado que passou. Falou sobre a Bíblia e a Vida, sobre o mês da Bíblia, sobre os Círculos Bíblicos, pequenos grupos que se encontram semanalmente para refletir a Vida e a Bíblia, uma iluminando a outra. São almas das Comunidades. Momentos extraordinários de Graça, de profunda espiritualidade e oração cristãs, sinais do Reino de Deus, dom. 

Os Círculos Bíblicos não se equiparam a grupos de pastorais nem a associações e movimentos; não se assemelham a grupos de piedade nem a novas comunidades pentecostais. Eles reúnem pessoas para experiências de encontro com o Senhor, que a nós fala pela Bíblia e pela Vida. Por isso, são como colunas indispensáveis a sustentar as comunidades de discípulos e missionários do Senhor Jesus Cristo. Por isso, saciam fomes e sedes de Deus e de fraternidade. É como ter nas mãos um coco de casca dura e áspera que, em grupo, aos poucos, sabiamente, com jeito, é rompida e aí se revela algo extraordinário: a água fresca e a polpa saborosa, extraídas da Palavra de Deus na Bíblia e na Vida. 

Comunidades que contam com Círculos Bíblicos celebram melhor os sacramentos, vivem melhor a fraternidade, rezam melhor e mais profundamente, servem melhor os pequeninos, participam melhor da transformação da sociedade, crescem mais na educação da fé, revelam melhor a beleza de Deus e da vida. É um mistério. A Arquidiocese de Belo Horizonte reflete a possibilidade de fortalecer e ampliar o Ministério da Palavra e torná-lo como que uma espécie de “Política de Estado” que perpassa tudo e todos, não uma prioridade dentre outras. 

Lá no auditório da PUC Minas estavam umas 350 a 400 pessoas. Cada uma com sua Bíblia nas mãos, sua Vida e a vida de sua Comunidade. De 14 às 17h30. Três horas e meia de conversa, entremeada de cantos e orações. Frei Carlos, como é chamado por todos, com voz suave, sem impostação artificial e afetada, principalmente quando pronunciava palavras proféticas fortes; sorriso contínuo nos lábios; sem exibicionismo algum; olhos diminuídos pelas lentes fortes, mas brilhantes. Vestido assim, como todos. A Bíblia ali, sobre a mesa, bem perto dele; ele, em pé, dando passos curtos para lá e para cá. Leu alguns versículos do livro do Gênesis, para dar um exemplo, e fez todos lerem juntos. Depois foi citando uma, duas, três, 10, muitas e muitas passagens, todas de cor, detalhe por detalhe. 

Deteve-se mais no Evangelho segundo João por causa do Mês da Bíblia, iniciado em Belo Horizonte, quando se alastraram as centenas, talvez milhares de Círculos Bíblicos na Arquidiocese de Belo Horizonte, vocacionada a ser uma Igreja a dar primazia à Palavra de Deus na Vida.

Fiquei lá a olhar, a refletir, a sentir, a fazer ação de graças com líderes de Comunidades e coordenadores de Círculos Bíblicos. Obrigado, Frei Carlos Mesters, essa vez foi, mais uma vez, única.

(Fonte: Site Arquidiocese de Belo Horizonte)